Pages

Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará.(Hb.10:37)

welcome to my site

User Login

On quinta-feira, 1 de abril de 2010 4 comentários

A partir do momento em que O ADVENTISMO passou a ser exposto nas livrarias evangélicas do país, comecei a receber inúmeras cartas de irmãos adventistas, pedindo esclarecimentos e publicações a respeito de Ellen White. E como, ultimamente, cartas têm chegado com mais insistência, achei por bem publicar estes comentários, na expectativa de que eles venham a dirimir as dúvidas que incomodam a muitos.


Tendo eu vivido muitos anos entre os adventistas, pude, como era natural, constatar que nem todos os crentes com os quais mantive relações de amizade criam na inspiração divina dos escritos de Ellen White. Eu, de minha parte, não me incluía nesse rol. Muito ao contrário, desde cedo aprendi a colocar os livros dela no mesmo pé de igualdade com os de escritores bíblicos. Os meus mestres me haviam falado da sua infalibilidade doutrinária.


Veja só a que ponto chegava a minha submissão. Logo que O ADVENTISMO foi publicado, recebi uma carta de um amigo nordestino. Ele me fez recordar um fato curioso e até mesmo estranho na minha trajetória religiosa. Lembrou-me que me viu, certo sábado, subir ao púlpito, levando comigo a Bíblia e vários livros de Ellen White. Ao final do meu sermão, ele perguntou a si mesmo:


_ Para que esse homem conduziu a Bíblia para o púlpito ?


A pergunta era lógica e tinha sentido. É que eu li, na ocasião, vários trechos da Srª. White, enquanto que a Bíblia era simplesmente olvidada, e permaneceu intocável durante todo o sermão. Não a abri sequer.


Meu amigo não mentiu. Disse de fato a verdade. Não fiz isto apenas uma vez, tão doentia era a dedicação que emprestava aos escritos de Ellen White.


Mas chegou o dia em que tudo mudou. E que aliviadora mudança ! Uma percepção clara dos fatos que me cercavam tomou conta do meu ser. E agora, dentro da minha nova dimensão, sei situar Ellen White no lugar adequado. E essa colocação, segundo a minha concepção, está esboçada nos dezenove primeiros capítulos deste volume. Eles são a resposta mais clara, mais farta, às constantes perguntas que me têm feitos os leitores adventistas.


Utilizando-me dos oitos capítulos da segunda parte deste livro, procuro responder a uma pergunta que evangélicos me têm feito:


_ Por que é tão difícil fazer com que um adventista abandone sua convicção religiosa ?

DOIS ACONTECIMENTOS MARCANTES
No tocante às coisas religiosas, duas decepções marcaram minha vida. A segunda, de maneira mais forte do que a primeira. A primeira aconteceu em 1954, quando eu me tornei
adventista do sétimo dia. Esperava encontrar no meu novo habitat o mar de rosas que minh´alma ansiava. Mas foi um engano. Encontrei lutas, interesses em choque, egoísmo,
desejo de supremacia, etc. A cicatriz formada, no entanto, desapareceu a partir do
momento em que tomei consciência de que eu mesmo estava imbuído do mesmo estado de
imperfeição. Se eu era imperfeito, se em mim não havia qualquer brilho, que direito teria
eu de me chocar com as falhas alheias ? Acabei compreendendo que a igreja não era o fim
da caminhada, mas o caminho por onde ainda estava viajando. E assim desapareceu a
primeira cicatriz. A segunda decepção veio quase trinta anos depois. Esta sim ,deixou uma
marca profunda. Felizmente, agora, só a cicatriz permanece, porque a ferida já está sarada.
A casca caiu.
Mas que decepção ? Quando eu descobri que estava equivocado, depois de três décadas de
convivência com um povo que orgulhosamente diz ser, com toda exclusividade, o povo de
Deus, não me foi nada fácil suportar o tranco. Senti-me como um homem enganado e
quase traído em seus propósitos. Não entrei, porém, em pânico. Eu já sabia que todas as
coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Havia aprendido este
ensinamento do apóstolo Paulo.
Os meus mestres me haviam ensinado, entre outras coisas, que os escritos de Ellen White
eram inspirados na mesma medida em que são os dos escritores bíblicos. E a minha
docilidade de discípulo sequioso de conhecer a verdade aceitou a “dádiva” com o suspiro
de contentamento.
Por mais que meus bondosos mestres tentassem esconder os fatos (o que certamente fazem
para não magoar as ovelhas do rebanho), chegou o dia em que, esfregando as mãos nos
olhos, as remelas foram caindo pouco a pouco. E eu comecei a VER.
Imagine, leitor, que na escuridão da noite, você chega a uma mansão desconhecida.
Transpões a porta de entrada, com dificuldade, e nada vê, até que seus dedos vão de
encontro ao interruptor, e você acende a primeira lâmpada da sala. Agora, já lhe é fácil encontrar e acionar os interruptores dos outros compartimentos, aproveitando a projeção
da luz. Finalmente, com todas as lâmpadas acesas você tem a visão completa da bela
mansão.
Assim aconteceu comigo. Devagar, mas com firmeza, fui fazendo o reconhecimento do
terreno teológico em que estava pisando. E vi que não era firme.


SE VOCÊ PERMITIR QUE A VERDADE


O PROCURE, ELA O ACHARÁ.






FOI ASSIM QUE NASCEU ESTE TRABALHO


Um dia estava em minha casa, quando recebi a visita de um amigo, homem culto e de
educação primorosa. Eu já estava desligado da comunidade. Ele viera apelar ( e o fez com
toda seriedade) para que eu retornasse ao redil. Por esses tempos, minha mente era um
verdadeiro redemoinho de dúvidas, certezas e incertezas. Um estudo minucioso de
Romanos 14:5 e 6 me levava a crer que a Igreja Adventista estava equivocada quanto à
sua interpretação. Em seguida, minha curiosidade me induziu a fazer um estudo
comparativo entre os dois grande concertos. Também aqui minhas conclusões não casaram
com o pensamento da Igreja. E assim, continuei examinando tudo, desprovido de
preconceitos, e descondicionado. Sá assim poderia colher vantagens do meus estudo. Foi
neste estado que meu amigo me encontrou.
Pois bem. Eis que o visitante, em meio aos meus apelos, falou-me a respeito de recentes
acusações feitas a Ellen White, em jornais dos Estados Unidos.
Até hoje estou sem saber que motivos o levaram a abordar o assunto que, para mim, era
completamente desconhecido. É provável que ele estivesse convicto de que minha recusa e
em retornar à Igreja se ligasse a fatos que cercavam a vida de Ellen White, e que
imaginava já serem do meu conhecimento. Mas não eram. Houve, provavelmente, um erro
de avaliação da parte dele.
A partir daquele momento, eu dava o primeiro passo para chegar ao conhecimento do
segredo de uma questão que (vim a saber depois) vinha sendo abafada há mais de u,
século. A vinda do amigo à minha casa não foi obra do acaso, que não existe. Havia um propósito divino em tudo aquilo. As coisas acontecem porque precisam acontecer. Há uma

lei de causa e efeito da qual ninguém consegue escapar, nem mesmo o mágico mais
esperto.
Digo que a notícia que acabava de receber foi para mim uma “chave mágica”, pois a partir
dela é que cheguei às minhas conclusões finais.
Como assim ? A doutrina Adventista se fundamenta praticamente nos ensinamentos da
Srª. White. E a credibilidade dela estava em jogo. E o que aconteceria se as suspeitas que
em mim acabavam de ser despertadas fossem confirmadas ? O edifício simplesmente
ruiria. É o que sempre acontece quando as bases são falsas. E hoje estou absolutamente
convicto de que o edifício espiritual da igreja dos meus sonhos de outrora está
comprometido. Sei, agora, que a igreja que me abrigou por três décadas é de vidro. Suas
vidraças estão partidas. Posso vislumbrar o seu interior. E devo isto, em parte, ao meu
amigo visitante que, sem saber, foi um instrumento divino para me ajudar no tempo certo.
As coisas acontecem porque precisam acontecer.
Foi assim que nasceu este volume.


“NÃO HÁ JUÍZ MAIS JUSTO E SEVERO


DO QUE O TEMPO” (Adágio popular).


“É POSSÍVEL ENGANAR PARTE DO POVO, TODO TEMPO;


É POSSÍVEL ENGANAR PARTE DO TEMPO, TODO POVO;

JAMAIS SE ENGANARÁ TODO POVO, TODO TEMPO.”

(Abraão Lincoln).

Se deseja saber mais sobre o que está escrito no livro, faça um Download, na fonte dada por esse blog.
Fonte: Ministério Apologético CACP